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Num só dia (sábado, 22 de Maio de 2010), a Madeira ganhou maior protagonismo em duas modalidades, por via da ascensão à presidência da direcção de personalidades oriundas da Região: Paulo Rosa Gomes (Jet Ski) e Carlos León (Ténis de Mesa). Ambos, passam a a partir de agora a ser os rostos máximos em Portugal das respectivas modalidades, nos dois casos fazendo-se acompanhar nas suas listas por muitos conterrâneos. Mais. Os destinos, quer do Jet Ski quer do Ténis de Mesa passam a ser geridos a partir da Madeira, sendo que Paulo Rosa Gomes vai mesmo estabelecer na Região a sede administrativa, enquanto Carlos León manterá a sede em Lisboa, admite deslocações e permanências algo demoradas, mas não abdica de se manter na Madeira. Seja como for, a Região entra, em definitivo, no mapa dessas modalidades, mesmo que na actualidade ambas as disciplinas há muito que estivessem no topo nacional. De resto, no caso do Ténis de Mesa, a associação regional, cuja a presidência já foi exercida por Carlos León, é vista como uma caso único de dinâmica e mobilização de provas e atletas em todo o território nacional e já também internacional, com muitos campeões, entre os quais o prodígio Marcos Freitas assume o o protagonismo máximo. As boas organizações, aliadas aos excelentes resultados desportivos, suportarão, inclusive, o enorme movimento associativo que se gerou em redor da candidatura de Carlos León, sendo expectável que possa transportar para nível nacional o bom trabalho que há muito a modalidade vem realizando na Região. No Jet Ski a realidade é em muito idêntico, embora seja de justiça realçar que a fórmula de trabalho na Associação de Ténis de Mesa da Madeira não encontra paralelo em mais nenhuma associação ou organismo da Região. Está bastante à frente de todos os demais, mormente na informação à comunicação social, que, como efeito de "bola de neve", no sentido positivo, acaba por ter também papel preponderante no destaque que os madeirenses vão conseguindo. Regressando ao Jet Ski, temos que os praticantes da modalidade na Região são assíduos nas conquistas de títulos nacionais, da mesma forma que o dirigismo aqui exercido é encarado, no "rectângulo" como pautado por muito rigor e disciplina. Essas serão algumas das causas da "chamada" de Paulo Rosa Gomes para o panorama nacional, ele que, de resto, é também já presidente da Associação Nacional de Regatas, posição que irá continuar a desempenhar, pese esta eleição para presidente da Federação Portuguesa de Jet Ski. Paulo Rosa Gomes encabeçou uma lista única à liderança dos órgãos sociais da Federação Portuguesa de Jet Ski, que foi eleita com 98 por cento dos votos, tomando de imediato posse, pelo que esteve presente no acto eleitoral, regressando à Região apenas hoje. Também Carlos León liderou uma lista única, tendo recebido nove dos 11 votos possíveis, com os restantes dois em branco, No seu caso acompanhou o acto a partir da Madeira, dado que apenas no primeiro dia do próximo mês de Junho irá tomar posse.
Sotaque da Região nas duas federações
Na aceitação destes novos desafios, que indirectamente também o são do dirigismo da Região, tanto Carlos León como Paulo Rosa Gomes fizeram questão de se fazerem acompanhar de outros madeirenses, pessoas da respectiva confiança, sendo que em alguns dos casos trata-se de elementos que os ajudaram, já em outros projectos. Assim, Carlos León incluiu na sua lista cinco outros madeirenses, que irão ocupar cargos de topo na hierarquia da federação Portuguesa de Ténis. Hélder Vasconcelos, um dos grandes mentores e responsáveis pelo ténis de mesa madeirense, a quem então, Carlos León sucedeu na presidência da associação regional, cargo que exerceu antes de passar para os quadros do IDRAM, será o presidente da Assembleia Geral. Acompanham ainda Carlos León, Rodolfo Ferreira, como presidente do Conselho Fiscal, Duarte Miguel Fernandes, nas funções de relator do Conselho Fiscal, Paula Susana Freitas, que actuará na área do Conselho de Disciplina como vogal, e Daniel Gouveia, que inclui o Conselho de Arbitragem como secretário. Mais vasta foi ainda a preferência dada por Paul Rosa Gomes a outros madeirenses na elaboração da sua lista. No total, fez-se acompanhar por mais 10 conterrâneos, todos eles já eleitos para os mais diversos órgãos da Federação Portuguesa de Jet Ski. Assim, passam a fazer parte dos diversos órgãos da federação portuguesa da modalidade os seguintes elementos, todos oriundos da Região: Luís Miguel França (presidente da Assembleia-geral), Luís Mendes Gomes (secretario da Assembleia-geral, Maribel Desirée Sousa (secretaria-geral), Nuno Filipe Sousa (vogal da Direcção), António Augusto Tabulo (presidente do Conselho Fiscal), Francisco Paulo Mendonça (relator do Conselho Fiscal), António Francisco Santos (suplente do Conselho Fiscal), António Henrique Fontes (presidente do Conselho Jurisdição), Ricardo Jorge Delgado (presidente do Conselho Disciplina) e José Ramos Cardoso (suplente do Conselho de Arbitragem).
Responsabilidades acrescidas pela unanimidade da eleição
«A ideia principal é descentralizar o Jet Ski, criando várias zonas em todo o país, que seriam Norte Centro, Sul, Madeira e Açores, para podemos dinamizar a modalidade». Estas, em síntese, as palavras de Paulo Rosa Gomes no momento do anúncio da sua candidatura à presidência da federação portuguesa da modalidade. Agora, já eleito e devidamente empossado, o madeirenses reforça as suas intenções, aliando um outro factor importante: «o aumento da actividade». Reconhece que não terá pela frente uma tarefa fácil, até porque «o momento é de crise», mas considera que este é também «um projecto da Madeira», cujo os seus executores têm já muitas e boas provas dadas ao nível do dirigismo desportivo. O dirigente madeirense revela-se confiante e exalta a unanimidade nacional em torno do seu projecto. «Sinto que existe um apoio real, num projecto que é de união, em que todos estão "remando para o mesmo lado"». Aliás, o facto de «duas outras listas, que se perspectivavam, terem desistido em prol de um projecto único, mostram que este apoio é real e sentido, e não fruto de alguma conjuntura actual», frisa. Aponta ainda que «a forte adesão às urnas, é ilustrativa dessa vontade em contribuir para um futuro melhor». Esse aumento de responsabilidades, que denomina de «acrescidas», por força das enormes expectativas criadas, não lhe retiram o sono. Pelo contrário, «dão-me mas forças e motivação para liderar este projecto, que considero ganhador».Vai manter as suas funções de presidente da Associação Nacional de Regatas e diz-se sempre disponível para continuar a colaborar com outras associações e actividades.
Ansioso por colocar em prática ideias válidas para a modalidade
Carlos León surge como presidente da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, como consequência, quase natural, do seu trajecto no dirigismo desportivo. Afinal, ele foi um dos grandes impulsionadores e responsáveis pela actual realidade do Ténis de Mesa português, onde a associação regional, na actualidade liderada por Juan Gonçalves, é a maior, a que mais atletas movimenta, que mais internacionais acumula, que mais provas organiza e, inclusive, apresenta técnicos no comando das selecções nacionais. Carlos León concorda que tem todo um passado ligado à modalidade, mas assegura que «nunca tinha pensado nisto. Nunca me tinha passado pela cabeça ser presidente da Federação». Acrescenta que as coisas «foram acontecendo com naturalidade até chegados aqui, em que um conjunto de associações se uniu para me propor aceitar o desafio. Pesei os prós e os contras e considerei que estavam reunidas as condições para percorrer mais uma etapa da minha vida», conforme releva, em síntese. Ainda assim, admite que «o coração pode ter falado mais alto que a razão». Agora, em vésperas de tomar posse, mostra-se convicto que poderá «dar uma resposta bastante positiva e colocar em prática alguns projectos». Acrescenta estar ansioso para que «as duas semanas passem depressa», de forma a poder colocar «mãos à obra». No essencial, pretende «intensificar a actividade no Ténis de Mesa, valorizar a modalidade» e desvenda que «tenho várias ideias para colocar em prática», mas para tal é necessário que tome posse, numa cerimónia agendada para 1 de Junho, na sede da federação em Lisboa.
JmOnline - David Spranger
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